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Stariná

A Stariná nasceu como um espaço de encontro para acolher sensibilidades, ecoar vozes e reunir mulheres; reacender a pulsão de vida. Stariná não é apenas uma palavra, é um conceito especial, que evoca o ato de cuidar, de iluminar e de transmutar algo por meio de pequenos gestos, pausas e encantamentos. Aquilo que muitos chamam de simples, a Stariná reconhece como extraordinário.

As belezas que nos sustentam estão por toda a parte, a correria e a pressão também; e, assim, na tentativa de controlar tudo, muitas vezes nos perdemos do essencial, evitando o próprio viver.

"De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo"

Adélia Prado

A Stariná propõe o que talvez tenha se tornado inusitado, a presença sensível - abrir um livro, uma carta, convocar uma parte esquecida de nós, um novo capítulo. Reencantamento, sentimentos, desejos e projetos, com pessoas que também almejam esse encontro. O tecer de uma grande malha, a intenção de formar uma comunidade onde podemos demorar. Fazer morada.

Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano, descreve nossa contemporaneidade com a tese da “comunicação sem comunidade”; submersos em um enxame de informações e estímulos que nos levam para longe da convivência real. Nada mais parece durar, ter um papel estabilizador, familiar. A grande saída então, mencionada por ele, vem ao encontro da nossa proposta: o retorno aos rituais.

Estamos criando oportunidades de encontro com o objetivo de resgatar os rituais em nosso dia a dia, com ações simbólicas que criam memórias, contam histórias e nos unem através das artes, especialmente, a literatura e a poesia.

O tempo já não precisa ser consumido. Ele pode ser vivido, ser nosso aliado.

“há um vínculo secreto entre lentidão e a memória...” observa Milan Kundera ao descrever a noite de amor entre dois personagens, quando a Madame retarda, freia, abafa a velocidade para que “sua aventura pudesse desabrochar em toda a sua esplendida lentidão.”

Sim, também estamos falando de prazer. De pausa. Silêncio. De tudo o que nos é negado por uma sociedade obcecada em performances.

E por fim, e talvez para começar, tudo isso é possível em razão da força, do amor e da coragem de quem não se deixou apagar.

Em nome de todos que estão conosco e dos que nos antecederam,

“Amizade é matéria de salvação.”

– Clarice Lispector

Salvemo-nos então!

O que floresce daqui

Experiências que traduzem o universo da marca em presença, palavra e ritual.

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Uma abertura no tempo

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Comunidade em torno do belo.

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Uma pausa por dia para escutar o invisível.

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Peças escolhidas para viver com presença.

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